




Como ocorreu há 3 anos atrás, na mesma Copa do Brasil, o Corinthians reagiu de forma estratosférica uma situação adversa e goleou de forma incontestável o Goiás por 4 a 0 no estádio do Morumbi, vitória construída no primeiro tempo, nesta última quarta-feira, após ter perdido por 3 a 1 a partida de ida duas semanas antes. Esta será a máxima atuação do time, ou o torcedor poderá esperar mais do que isso, no desenrolar da Copa do Brasil e na luta ao retorno à elite do futebol?
Essa pergunta só pode ser resolvida com o tempo, mas podemos afirmar com convicção que existe uma forte possibilidade de que se concretize os anseios do torcedor se a atuação no Morumbi tornar a se repetir com maior freqüência. Ou seja, se essa máxima, passar a ser média. E o primeiro teste já será na terça-feira, também no Morumbi, contra o São Caetano, o primeiro revés no ano e que será o adversário que o Corinthians enfrentará mais vezes em 2008 (além da derrota no paulista e do confronto na Copa do Brasil, as equipes também se enfrentarão na Série B). Se passar pela equipe do ABC, o Corinthians terá somente grandes equipes nas fases semifinal e final, ou seja, a máxima precisa virar média.
Avenida Paulista, primeiro de maio de 2008, 15 para as oito da manhã.
Resolvi pegar meu palm e com um teclado portátil, resolvi escrever algumas palavras. Entre um solavanco e outro do ônibus (afinal, a cidade de São Paulo está um verdadeiro buraco) as idéias que vão surgindo se transformam em bits e bytes, através de um pequeno dispositivo que cabe na palma da mão. Eu me considero um entusiasta da tecnologia, ao qual considero suas criações e adventos, verdadeiras ferramentas do homem contemporâneo. Eu mesmo me pergunto o que seria de mim sem essas pequenas maravilhas. O que me intriga mesmo é a injustiça que isto pode causar: enquanto escrevo tudo isso, muita gente nem sabe o que é isso e nem pode ter acesso aos recursos tecnológicos. E um privilégio para poucos.
O fato é que se apenas poucas pessoas podem se desfrutar do que a tecnologia pode oferecer, estamos diante de um contraste é uma segregação que tem até nome: exclusão digital. E isto impede de que a humanidade avance de forma veloz, já que se todos tivessem acesso aos recursos tecnológicos, seriam viáveis serviços mais ágeis e específicos à distintos públicos.
O segredo para a inclusão digital é a profissionalização, sobretudo dos jovens, e recursos mais acessíveis às classes menos favorecidas, como telecentros, TV digital, internet mais barata, dispositivos de acesso a baixo custo, venda de computadores a crédito facilitado, permitindo a penetração das tecnologias entre as classes menos favorecidas.
Com profissionais melhores qualificados podemos atingir, em breve, o mesmo nível de desenvolvimento da Índia, por exemplo, em que multinacionais cada vez mais sondam profissionais daquele país para executar trabalhos de desenvolvimento de software. Há uma carência muito grande de profissionais qualificados e os preços dos cursos de qualificação são muito altos, impedindo jovens profissionais de baixa renda possam ter possibilidade de ascensão social, por meio do trabalho.
Parece que os intorpecentes passaram a ser assunto da moda nos noticiários. A começar pela notícia de que um estudo encomendado pela ONU sobre drogas que condena celebridades que utilizam drogas ilegais, pois estão passando uma má influência, sobretudo aos jovens. Que o diqa José Padiha, o premiado diretor de 'Tropa de elite', que afirmou recentemente que já fumou muita maconha e que aconselha outros usuários a plantar a erva em casa.
Zé-droguinha existe em todo o lugar, mas não no sentido da pessoa viciada em drogas, mas daquela que comete atitudes estúpidas a ponto de se crer que está sob o efeito de substâncias intorpecentes. A começar pela mulher que passou a direção de um carro a seu sobrinho de 12 anos em uma rua movimentada de Guarulhos, para ele aprender a dirigir. Ou então da menina de 16, que ao manobrar o carro no estacionamento do condomínio onde mora, atropelou e matou uma senhora de 70. Sem contar que mês passado um jovem universitário, sob efeito de álcool (e talvez também lança-perfume), invadiu um posto em alta velocidade, atropelando um frentista. É uma estupidez atrás da outra. E o que dizer do aumento dos latrocínios na cidade de São Paulo? Posso afirmar com convicção que cerca de 70% ou mais dos assassinos estavam sob efeito de intorpecentes. E por falar em estatísticas, lembrei de um estudo que sugere que Moisés anunciou os dez mandamentos sob o efeito de alucinógenos. Coisa de Zé-droguinha.
Mas o que está me deixando estarrecido e preocupado é com a nova dos cabeças-qordas dos Zés: inalar gás. Seja gás de isqueiro, de buzina, gás hélio, e até gás de cozinha, os Zés acham barato ficarem compusivamente se envenenando. Os gases de isqueiro, cozinha e de buzina, são o metano, propano e butano, derivados do petróleo e altamente tóxicos, sendo fatais quando inalados em grandes quantidades. Um jovem, de 24 anos, viciado em inalar gás de cozinha, morreu recentemente, e serve de alerta aos Zés: cuidado com os vícios que criam, eles podem matar.
A sociedade e os pais precisam estar mais atentos à realidade da droga, que corrompe pessoas, inferniza famílias e destrói vidas. (escrito em mar/2008)
Cá estou eu na estação do Metrô escrevendo este texto. Entre uma estação e outra, e também entre um gole e outro de chá mate, fiquei lembrando da rápida e divertida viagem de ônibus que tive minutos antes. A cidade de São Paulo tem dessas coisas. À noite, os ônibus costumam não ter parcimônia na velocidade. Se para alguns é um tormento, para outros, como eu, é pura diversão. Tanto é que acabei me enganando agora há pouco, escrevendo este texto, e tomei a plataforma errada ao fazer a baldeação na Ana Rosa, tomando a direção oposta e parando na abafada estação Chácara Klabin.
Mas voltando ao assunto dos ônibus, aconteceu que por volta das 10 da noite, não haviam passageiros a ponto de num determinado ponto da viagem somente haver no coletivo 2 pessoas: eu e o motorista (esclarecimento: em algumas linhas intermunicipais, não existem cobradores, sendo o motorista quem também cobra as passagens), sendo eu a única testemunha das peripécias barbeiras do motorista. Inclusive, este me peguntou se eu estava com medo, respondendo-o negativamente. Acabei rindo dessa situação toda. Ao descer próximo à estação Saúde, agradeci dizendo: "Falou, piloto!" e desci da condução, fazendo sinal de positivo para o jovem motorista, que se daria muito bem sendo piloto de Fórmula Truck. (escrito em fev/2008)